Uma empresa misturou caixotes e crochê artesanal e começa a vender móveis pela internet

Duas amigas, decidiram, criar uma empresa após passarem uma temporada no exterior viram algo que não existia até então no Brasil.
Duas amigas, decidiram, criar uma empresa após passarem uma temporada no exterior viram algo que não existia até então no Brasil.

Feito isso trouxeram essa ideia para o Brasil, mas não com uma loja física e sim como uma loja virtual, onde é muito mais viável trabalhar além do fato de abrangência de mercado.

Apesar de não revelar faturamento nem lucro, a empresária afirma que a loja virtual registrou um crescimento de 15%, no primeiro ano de operação, e de 13%, no ano passado. Percentual um pouco menor por conta da crise econômica, segundo ela.

A loja vende, em média, 1.200 produtos por mês. A maior parte dos clientes é de São Paulo, mas o site atende todo o país. A peça mais vendida é uma prateleira, que custa R$ 69,90. A mais barato é um cachepô de crochê (vaso decorativo), que sai por R$ 39,90. A mais cara é um rack de TV (R$ 489).

A empresária afirma que todas as peças que comercializa são produzidas por indústrias e artesãs do Vale do Itajaí. “Nós queríamos fomentar a economia local e valorizar os produtos nacionais, por isso optamos por ter um catálogo de produtos 100% brasileiro.” Atualmente o site oferece 300 peças.

Móveis atraem público que quer decoração prática

Para Denise Bertolini, designer de interiores da BeliArq – Arquitetura e Interiores, os móveis atendem a um público que quer decorar de uma maneira prática e acessível.

“São móveis funcionais, modernos, coloridos e com apelo sustentável por causa da madeira de reflorestamento. Ao meu ver, as peças que trazem muita personalidade à decoração, que é o que as pessoas procuram hoje em dia.”

Segundo Edgard Ferreira dos Santos Neto, consultor do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), a venda de móveis pela internet vem ganhando cada vez mais empresas. “Para se destacar é preciso ter um diferencial que, no caso da empresa, é o apelo sustentável.”

Logística e frete são pontos que merece atenção

Santos Neto afirma, no entanto, que a o cálculo errado do frete pode afetar de forma direta o negócio. “Eu vi que a empresa oferece frete gratuito acima de R$ 299,90 para alguns estados. É um ponto que atrai consumidores, mas é preciso ser calculado com muita cautela.”

A logística também merece atenção, segundo ele. O consultor diz que é preciso ter uma estrutura muito alinhada para os produtos chegarem no prazo e em boas condições. “A transportadora deve ser muito bem avaliada, já que há muita oferta no mercado.”

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